terça-feira, 23 de março de 2010

Três dias

Who speed up the clock?

Who speed up the calendar?


Três dias?!?!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pessoas e Pessoas

Não, há coisas que não são para sempre.
E há aquelas que não são para amanhã.

Desculpa, mas eu nunca te prometi nada. Não quiseste ver o que te mostrei. Preferiste um mundo de ilusão.
Mas acabou, hoje.

Tu nunca serias para sempre, eu sabia-o.
Há decisões que temos de tomar, e esta foi só a primeira. Ambos sabemos que o tempo não vai curar nada. É uma esperança para ti. Um descargo de consciência para mim.

É mau pensar em pessoas temporárias.
É egoísta.
É cruel.
Mas é verdade.
E por vezes, sabêmo-lo simplesmente, muito tempo antes.

Por isso não digam que não se deve categorizar pessoas. Todos o fazemos. Inconscientemente, pomos-lhes até prazos de validade.
Consola-me, contudo, saber que tenho pessoas eternas na minha vida.

Ela é uma delas...

domingo, 21 de março de 2010

Para Sempre

Sinto-me inconstante. Pouco certa do que quero.
Como podemos ter a certeza que é isto que queremos amanhã?
Nada dura para sempre. Mas todos nos forçam a pensar em termos de 'para sempre'.
As amizades são para sempre.
O curso que tiras será —supostamente — o teu trabalho para sempre.
O casamento é para sempre.
Escolher ter filhos é para sempre.
Construir essa, esta, aquela vida é para sempre.
Não.
Nada é para sempre se não o quisermos. E nalguns casos, devemos não querer.
Há 'para sempres' que sei querer. Tudo o resto é um futuro indeciso girando à velocidade do relógio, da Terra, da Lua, do Sol.
Mais que sentir, sei que sou. Inconstante. Certa do que sinto, ou não sinto, mas volátil. Mutável. Muito rapidamente.
............................................... perdi o raciocínio.

When everything's easy
Nobody cries
When everything's true
Nobody lies
When everything's stays
Then nobody dies

I wanna stay. Make something stay.
Even a single words.

sábado, 20 de março de 2010

"Cenas"

Quero ir ao cinema.
O mau tempo deixa a minha desculpa mais plausível.
Ele também não me diz nada...

Não me apetece estudar Direito, mesmo que seja copiar tudo para a Constituição.
E não me apetece que apeteça.
Amanhã...
Quero o meu teste de Português.
Quero passar para aqui o texto que escrevi.
Foi inspirado no post anterior — bendita a hora que o escrevi, na Biblioteca Municipal, estava a Rita a fazer não sei o que quê com não sei quem.
Também temos de acabar os relatórios...
Nunca mais estou de férias.

Ibiza...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tentativa

Tentamos... sorrir.
A vida é um barco que navega ao sabor da corrente. Por vezes, encontramos águas mais agitadas; por vezes, inundamos. No fim, naufragamos, sempre.
Quanto tecido das tuas velas chegará a terra?
Tentamos... viver um dia de cada vez.
Não há, contudo, quem não olhe o futuro. Se a brisa se tornará vento e o barco virará. Se as ondas são demasiado fortes e o amanhã não chegará.
Tememos.
Tentamos, mas tememos.
Nenhum inventor jamais inventou binóculos que vissem na distância do tempo. Vencemos o espaço. Perdemo-nos no tempo. Há que esperar pelo futuro para o ver.
Há que viver.
Tentamos... tentar não olhar o amanhã.
Não olhamos. Mas imaginamos por tanto tempo quanto dura o hoje. Falhamos. Jamais prevemos todas as ondas, todas as brisas, todos os passos do mundo ao nosso encontro.
Seremos... barcos à deriva, até mais não.
Cantemos, então, enquanto temos vozes para furar a tempestade. Ouçamo-nos. Sejamos honestos e admitamos que estamos perdidos. Todos, sem rumo, num rumo que decidimos a cada instante.
Tentamos... e seguimos tentando.
Não há tentativa de sorte que detenha o azar quando este gira num furacão que arranca velas, destrói mastros e afoga sonhos. Mas há sonhos de azar que são ilusões de medo de furacões que destroem velas e arrancam mastros. Previsões? Um dia estarão todas certas.
Um dia, o mundo vai acabar. Um dia.
Tentamos... Tentemos então. O hoje. O agora. O momento. O sorriso. Não abandonemos a esperança de ser hoje o que não sabemos se poderemos ser amanhã.
Filosofias só servem para encher livros.
A verdade: ainda continuamos perdidos, à deriva, depois de milhares de árvores arrancadas e toneladas de papel impresso. Ainda continuamos sem saber. Talvez não devamos saber.
Tentemos... acreditar que não precisamos de saber.
Tentemos... ser felizes sem saber.
Tentemos... voltar o rosto para o Sol e não pensar na chuva.
Tentemos... dar voz à tentativa.
À tentativa de não desejar mudar mundos. Apenas aceitá-los.


Bruges, Bélgica

quarta-feira, 17 de março de 2010

Hoje III

Nem sequer sei o que estou a fazer...

Hoje deparei-me com uma frase interessante. Era assim: "O futuro já está aqui, mas ainda não foi distribuído". Sim, o meu futuro também já está aqui. Mas também falta que o distribuam...

Hoje ia no autocarro, a planear o que faria com ideias mal construídas que tinha. A assentar o caminho da acção. A aplicar os nosso próprio conselhos, o dela naquele caso; pelo menos, foi ela quem se lembrou dele. "Dissecar a cena", ahaha! Tentámos algo menos associado à morgue. Não me lembro do que ficou. Acho que será útil.

Hoje estive a falar sozinha. As paredes do meu quarto estão bem instruídas sobre a História de Portugal. Também fiz umas pesquisas por curiosidade, enquanto me debruçava sobre a parte da arte. Gostei especialmente da arte conceptual. Gosto do termo. Mas há um certo artista, o da pintura azul do livro, que era completamente louco. (Sim, foi um estudo com muitas distracções!)

Hoje devia ter ido à biblioteca da escola. Mas anda a fazer Sol, mesmo que o vento importune, e as escadas exercem aquela atracção... É um lugar bom de se estar. Faz-me contente, mais contente que os bancos do campo de jogos.

Hoje continuo sem certezas. Continuo a responder às mensagens como se nada se passasse. Como se nada tivesse mudado e eu não tivesse mesmo de lhe dizer. Talvez esteja à espera que pergunte. Sei que pergunta. Não é assim tão cego. Mas e então?

Hoje, eu não sei. Deveria-me sentir-me mal com isso. Estou um pouco incomodada possivelmente, mas ainda estou bem. Sorrio.

terça-feira, 16 de março de 2010

Livros...

Olho ao relógio e são 19 e 35. Já estudei História. Já me entretive o que pude com a internet quando não há ninguém on. Actualizei o que havia para actualizar. Agora, olho somente para o fundo do ecrã, que muda a cada cinco minutos. Penso "tenho que acabar este livro para ver se leio o Memorial". Penso "tenho de acabar o Memorial até dia 16, porque há este livro que sai então e quero muito ler". Penso "o que levo para Ibiza?". Penso "o que faria eu sem livros?"
Nada, eu não faria nada.
Sou apaixonada. Quero muito comprar um tal livro porque a capa é linda e a história também, porque eu já a li, e nem ia lê-lo de novo, não agora, era só para ter, olhar, tocar. Mas não posso gastar assim dinheiro... Contudo, aquele fascínio pelos livros de papel, por tê-los nas mãos, por virar as páginas, olhar a capa, ver para que lado estão as letras na lombada, se igual às outras, se ao contrário... Talvez por isso, talvez por isso eu vá para a profissão certa.
Mas ando preguiçosa novamente. Isto de cumprir prazos... Mas faço-o! Faço-o sempre...
Oxalá venha inspiração à noite. Esta coisa da História não ajuda.
E falo hoje de livros porque não me apetece falar de mais nada. Não dele.
Talvez não devesse pôr pedaços de papel à frente de pessoas. E depois? Por vezes que realmente precisei, eram os papéis que estavam lá e não essas pessoas.
E ele nunca vai compreender realmente o que eu escrevo...