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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

É uma data

Eventualmente eu vou escrever aqui sobre o novo ano, esperanças para 2011, etc etc etc.
Eventualmente.

Hoje tive um dia em família. Um passeio em Albufeira. Sentia saudades disso.
Sentia muitas saudades disso.



domingo, 13 de dezembro de 2009

Retrospectiva

Estou demasiado cansada para o que queria escrever. Há muito a contar e pouca vontade de pensar.
Tenho as mãos frias, também não me dá tanto prazer escutar o clicar das teclas sob os meus dedos. É quase doloroso, apesar de que queria mesmo escrever.
O fim-de-semana foi bom. Bem, pelo menos o sábado foi bom. Hoje foi render-me à preguiça, tirando o estudo de Direito, um pouco aldrabado.
Num dia normal, este post seria interminável. Um hino ao melhor dia da minha semana. Espera, o meu dia de anos? Certo, ando a ter muitos dias bons, muito próximos. Mas arrisco a dizer que ontem foi melhor. Estive com todas as pessoas importantes da minha vida – again – mas pude dar igual atenção a todas elas.
Foi um daqueles dias em que não paramos.
Fui andar de bicicleta, até à praia, com a minha prima e o meu… – não, não, AH! Eu não sou normal. Simplesmente acho que a palavra namorado não encaixa com a minha pessoa. Hábitos…
Enfim, estava horrivelmente nervosa ao princípio. (Sim, sim, sou tão parva.) Depois passou, e foi muito bom. O vento na cara, o som das ondas… libertaram-me. Ao ponto de andar de baloiço rindo às gargalhadas e cantar à beira da estrada.
Enfim (ups, estou a tornar-me repetitiva), valeu a pena acordar cedo. Tal como não faz mal se hoje me sinto toda partida.
Depois, na minha tarde ainda houve espaço para uma mini maratona de TrueBlood e compras de natal. Assim que andei de manhã por Quarteira, à tarde por Faro, ainda fui jantar a Loulé (chinês!!! Sim, gostei) e acabei a minha noite em Albufeira.
Eu bem sabia que mal ia parar em casa…
Foi uma noite muito boa também, nem consigo lembrar há quanto tempo não saia, ou qual foi a última vez, assim que certamente foi há muito tempo. (Sim, é realmente horrível não poder lembrar, mas não é que vá perder tempo a esforçar a memória.)
Foi uma segunda festa de anos para mim também.
E eu simplesmente adorei.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Presente


Não sei o que posso esperar.
Não sei quando o posso esperar.
Mas sei que o posso esperar.
E quando vier,
Estaremos preparados.
O que quer que seja.
Não há infinitos destinos.
Não existe sequer futuros,
Apenas o presente.
E aquilo que fazemos com ele.

P.S. Será coincidência linguística a palavra presente ser simultaneamente sinónimo de hoje e oferta?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Já sinto saudades do Verão...


Ou talvez sinta apenas saudades de respirar profundamente. Preciso de lutar contra esta falta de ar.
Talvez sinta apenas saudades da liberdade.
De ser só eu...

Deveras contraditório, não é mesmo?

Mas este não é o diário da adolescente apaixonada. Querem a história toda, têm-na aqui.

domingo, 5 de julho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Para sempre


O tempo passa, e continuamos a dizer as mesmas palavras...
(Um ano tem esta foto)
Só
que, por vezes, o seu significado muda.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Albufeira


O mar faz-me bem. A Natureza faz-me bem. Acho o que o problema da humanidade é precisamente esse: demasiada humanidade e pouca Natureza. Muitos homens, muitas ruas, muitos prédios a perder de vista, ocultando o céu, carros sem fim, vozes sobre o vento, alcatrão sobre a terra, cimento sobre a vida. Há falta de verde, de azul, de uma brisa fresca com cheiro a mar. Do som das gaivotas - que lamentavelmente não consigo descrever. Das suas sombras ocultando-nos o Sol por efémeros momentos. Vida, liberdade. Elas têm o céu. Nós nem sequer temos a terra. As máquinas, o cimento conquistou-a em nosso lugar. Muito poderosos, senhores de si, no topo da cadeia alimentar, matando tudo abaixo deles porque, com a sua infalível tecnologia, podes criar tudo eles próprios... Vulneráveis, apesar de tudo, pequenos - minúsculos - no mundo. Frágeis como folhas ao vento. Destrutíveis como folha na água. Muito dizem e pouco fazem. E o que fazem não vale nada. Não tem o brilho, a beleza da Natureza. Não acalma, tranquiliza, relaxa. Não nos lava a alma, pelo contrário, intoxica-a. E então há aqueles casos raros em que a humanidade e a Natureza se conjugam, num equilíbrio precário e, ainda assim, naquele momento que o Sol resplandeciam no céu e as gaivotas cortavam o ar em direcção a terra, em que o barcos rasgava a água e os olhares silenciosos se prendiam no horizonte, num harmonia perfeita.


Esta tarde, o palco do meu sonho foi a Marina de Albufeira. As cores contrastantes dos edifícios gritando vida, como construções de Legos de uma criança; os barcos, alinhados, com os seus mastros ousando tocar o céu; a água, um espelho ora azul, ora negro, acolhendo diversos peixes, que sob a transparência miravam o mundo com um olhar completamente diferente; a brisa, suave, fresca, com cheiro, sabor a mar, tão agradável; o céu, azul, azul, sem nuvens, e as gaivotas, soberanas, cruzando-o de brancas asas abertas, também elas com um visão completamente diferente da nossa. Num palavra: pacífico. Homem e Natureza unidos como peças de um puzzle que encaixam uma na outra, complementando-se. E não é preciso dizer mais nada.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Lagos, 19 de Abril 2009


Nada. De tudo o que sinto não sei nada. O vento no meu rosto e nada mais. Isto bastaria por muito tempo. Queria realmente lá ficar. Só, como sempre, mas daquela vez bem. Música nos ouvidos e cheiro a mar. Paz. Roubada a cada instante, e então ali. Prestes a ser arrastada para onde não queria, e extraordinariamente bem ali. Deseja ficar por mais tempo. Não queria ser eu a arrastar-me.
Não podia chorar, não conseguia. Não sentia nada, vazia, então não havia razões para a tristeza. Uma agradável e imenso vazio. Frio, sim, e delicioso como aquele arrepio da brisa roçando meu rosto. Devia ser sempre assim. Eu ficaria sempre assim. Desejava somente poder gravar aquela imagem permanentemente no meu olhar, e não veria escuridão ao fechar os olhos, mas aquele horizonte azul.

Agora foi-se. Levada novamente, presa por palavras que não queria dizer, por sorrisos de circunstância, tão forçados que doem. Fingir. Acabara-se a liberdade do vento, naquela sala fechada, onde quis apagar a visão e ouvir somente as notas do violino, por muito, muito tempo. Sem ninguém, sozinha. Sem me modelar, como pedaço de barro nas mãos da sociedade. Eu. Nada mais. Seria tão fácil. Simples. Natural. Como respirar. Mas antes sufocar. E em silêncio, sempre em silêncio.
E de tudo o que sentia, naquele instante de vento e mar, de música e solidão, não havia nada.
E então o mundo estava perfeito para mim.