domingo, 15 de maio de 2011

depois do enterro '11...

Rimos,
Chorámos,
Gritámos,
Lutámos

E agora já trajamos.
(L)EE

sexta-feira, 6 de maio de 2011

break point

Quero traçar um linha bem espessa entre esta história e a anterior, entre esta voz e a anterior, porque embora pertençam à mesma pessoa, não pertencem ao mesmo estado de espírito.
Este nada tem a praguejar. Nada tem a dizer, na verdade. Este sente-se no limite inferior da esperança e no limite superior da desilusão. Este sente que quer falar, mas não encontra as palavras — e, no final, sabe que são inúteis.
Não se pode obrigar ninguém a ver. Mas custa, custa quando pensávamos que alguém nos conhecia, e no final parece que essa pessoa tem uma imagem tão errada de nós — que não nos conhece de todo.
E é tudo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Púdicos da linguagem: NÃO LEIAM!

Fode-me a vida até sangrar. Até as minhas palavras eloquentes virarem palavrões crus e ferozes, como a merda que dizes todos os dias. Os actos falhados ressoam nos meus ouvidos como sinos furados gritando um calão rude de além-mar.
Esta noite não é fácil. Mas para o diabo que te leve se me fodes a cabeça por mais um minuto que seja! O meu sangue já corre célere nas veias das minhas têmporas e não é por nenhuma maldita boa razão.
Que ele venha rápido, por amor de Deus!
Estou farta de pensar em ti! Não importas, não, diabos, não! Não desde o momento em que me falas como um puta estúpida que só cresceu mentalmente o suficiente para aprender que todo o mundo gostas de foder os outros!
Ah, se imaginasses a confiança nua que existe na troca destas bestialidades! Se soubesses que grau de intimidade é necessário para as proferir sem consequências! Se imaginasses o amor que é preciso para chamar puta a alguém e ela reagir como se lhe tivessem chamado de querida!
Para o inferno com o que chamas falta de respeito! Sim, isto É para ti!
Porque acabas a martelar-me o cérebro com a merda que dizer! Revolta-te para dentro e não leias mais! Que caralho, não me venhas com comentários que eu não te quero ouvir!
Se não fosses tu, ninguém mais tinha de suportar esta linguagem vil e nojenta de revolta sublimada contra o teclado do computador.
Fode-me mais um pouco esta noite, que amanhã eu já vou deixar de pensar em ti novamente.
Maldição, não hás-de ser assim tão importante! E podes insultar-me o quanto queiras. Perdes mais valor a cada palavra. Mesmo que quem diga os palavrões seja eu.
Lamento-o e é tudo.
Não voltei a chorar.

domingo, 24 de abril de 2011

l--e

It was the end of my little affair...
It was the begging of a real dream.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Guarda-me, estranho

Mantém as portas do inferno fechadas, mantém-nas assim para mim. Quero que outro fogo me consuma as lágrimas e me aqueça por dentro. Quero outra chama a lamber a minha pele.
O sorriso que encontras nos meus lábios esta noite, estranho, é produto da ilusão póstuma do homem. Quando um corpo se encontra demasiado seco, ele racha e rasga, ele quebra-se e sorri para ti, com uma dose ácida de ironia inútil. Mas segue sendo, de uma forma macabra e necrófaga, objecto de paixões incondicionais.
Por isso, estranho, cuida bem deste invólucro ainda inspirante e expirante, ainda doce e sem fendas, mas muito frágil perante os embates da vida. Cuida dele como da tua alma, mantém-no longe do inferno. Apesar de tudo, é somente carne para combustão. E apesar de tudo, precisamos dele.
Há uma caixinha lá dentro, entre vísceras e fluídos, que guarda estes pensamentos, que guarda a memória do teu rosto, estranho, e este improvável afecto por ti. E se o corpo quebra, ela foge como borboleta aprisionada num frasco. Para não voltar jamais.
Assim, estranho, mantém-me quente, mantém-me viva, guarda-me aqui. O sorriso que encontras nos meus lábios esta manhã é tão somente o mais puro reflexo do teu.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

aquela

Basta que uma pessoa, aquela pessoa, use uma palavra, aquela palavra, e o mundo todo roda e brilha. O poder da subjectividade está nas lágrimas e no sorriso que o mesmo sim, ou o mesmo não podem gerar. E para tudo há um segundo significado, aquele que lhe quisermos dar.
Tu.

terça-feira, 19 de abril de 2011