segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dilema

Coming back tomorrow.

YES
. . . . . No
. . . . . . . . . Yes
. . . . . . . . . . . . . . NO
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . YES
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . No
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Yes
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NO
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . YES
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . No
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Yes
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . NO


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Teorema errático

Errámos no dia em que dissemos que assim estava certo. No dia em que dissemos este caminho é melhor. Mais perto. No dia em que ficámos em casa. Em que ficámos calados.
Errámos quando dissemos sim e quando dissemos não. E quando não dissemos, não foi quando não errámos, mas quando mais medo tínhamos de errar.
Hoje, esta canção é para ti que choras, entre os lençóis, com a cabeça enterrada na almofada, a moer os erros que nem soubeste que fazias.
Essas lágrimas são de um arrependimento casto num corpo gasto, cheio de um rancor imerecido para com a vida e de uma saudade estúpida das pessoas que te fazem mal.
A inconsciência é o mais inocente dos erros, mas o mais difícil de superar. Não compreendo porquê. Apenas que a intencionalidade arrasta uma carga de maldade que vai de encontro à veia masoquista que cada um guarda, ou toca igualmente o lado maldoso que se quer ocultar, e pela nossa própria despenalização se esquece a culpa dos outros.
Mas errar, de facto, todos erram.
Como é injusto que o pior e o melhor do mundo sejam as pessoas!

sábado, 28 de maio de 2011

Um mais um


De entre queres que não se pode querer, escrevi eu uma vez, descobri um que posso querer e me quer de volta. E é assim quando deixamos que o romantismo da literatura se filtre nas nossas vidas e sorrimos genuinamente com ele que descobrimos que existe um outro lado da matemática onde um mais um não são dois.

Quando encontrares a vida, agarra-a com ambas as mãos e não a deixes fugir...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Absurdo

E depois?

Há dias em que não deveríamos ter saído da cama. Life was so much better in there with you...

sábado, 21 de maio de 2011

Coleccionar memórias

Vai na volta e tropeças na rua com a vontade de viver.
Podia ser a grande abertura para a minha dissertação iluminada desta noite. Não. A luz neste quarto é artificial e o mais puro brilha singelo no escuro e não se vê mas sente-se.
Andamos a coleccionar memórias, para um dia em que a distância à vida, aquela que nos dá a mão na rua, nos agarra o rosto e nos beija suavemente, for demasiado grande, e a inconsciência dos sonhos seja mais solitária mesmo no já tão privado e íntimo que é sonhar. Andamos a coleccionar matéria de pensamento, álbuns de fotos, vídeo, tudo o que seja, com cor, som e cheiro, para depois revermos uma e outra vez, com um aperto no peito, quando a pressão sobre ele não é a do teu corpo. Andamos a tapar os buracos que a saudade vai abrir com promessas de amor e reencontro.
E são duas da manhã, a cama está desfeita, as luzes estão acesas, os computadores ligados. Andamos a trocar as voltas ao dia, às horas, às convenções.
Não importa. Ser jovem e apaixonado é ser rebelde, fazer tudo ao contrário e gostar de viver assim. Gosto de viver assim.
Um dia ia na rua e tropecei na vontade de viver. Sorri.
Eras tu.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ser, estar, viver

De repente olhei e ainda estava lá, escondida num cantinho, à espera que me lembrasse dela. E quando me apercebi, gritou pela minha atenção, arrebatando-se com esta repentina saudade de escrever literatura.
Mas a realidade, o tangível e o sensível não o vêm permitindo, não o permitem neste preciso momento, e a minha cabeça já vai longe daquele mundo e não sabe em que parte daquelas vidas parou a câmara de escrever.
Eu sempre havia dito que quando tivesse um amor real para viver ia deixar os livros de lado — pelo menos no princípio. Acho que está na hora de voltar. E, no entanto, enquanto aqui estiver em Aveiro, enquanto as aulas não acabarem, o tempo é uma variável que se gosta demasiado rápido e nunca, jamais, sobra.
Não é um sacrifício. Viver é estabelecer prioridades. E prioridades é sinónimo de abdicações. Eu não abdico. Adio. Não estabeleço um plano. Vou traçando metas.
E a vida está perfeita como está.

Smoke me
I wanna be your poison tonight
Smother me
I can't hardly breathe anyway...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Talvez

Talvez tu não saibas, quantas horas são precisas para acertar um coração.
Talvez tu não penses, até um relógio parado está certo duas vezes por dia.
Talvez tu não imagens, mas o espaço que há entre um e dois é o de um beijo.
Talvez...
Talvez tu não saibas, para ser feliz é preciso estar apaixonado pela vida.